terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Novos Sites de Pesquisa

Dois bons sites para download de imagens, textos e documentos da História da Ciência. O Philosophical Transactions, da Royal Academy of Science, e o novo portal Gallica da Biblioteca Nacional da França, A França no Brasil.






Manchas Solares

Tábua extraída das Tres epistolae de Scheiner (1611)

Comentei em sala de aula sobre os estudos de Galileu sobre as manchas solares. Há controvérsia sobre a origem dos estudos sobre as manchas solares, observadas pelo telescópio. É possível que Galielu e Thomas Harriot tenham sido os primeiros a realizar a observação, em 1610, e sabe-se que Johannes Fabricius e Christoph Scheiner fizeram observações em 1611. Fabricius foi o primeiro a publicar os resultados, ainda em 1611, em seu De maculis in Sole observatis, que não encontrei na internet. O livro, aliás, permaneceu desconhecido por algum tempo depois de sua publicação. Neste meio tempo, Galileu deu a conhecer suas observações em Roma e, em 1612, empreendeu observações diligentes.

Thomas Harriot (1560-1621)

Desenhos de Harriot das manchas solares

Trailblazing da Royal Society

A Royal Society, celebrando seus 350 anos, lançou um novo site: Trailblazing. É possivel percorrer uma linha do tempo sobre descobertas científicas ligadas a academia e, o que de fato chama a atenção, é possível efetuar o download de artigos científicos e imagens de época. Abaixo duas imagens dos arquivos de 1665.

Transfusão de Sangue

Experimento no qual se mantém um cachorro vivo
pelo bombeamento artificial de ar



sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Segue links disponíveis para três tomos da obra completa de Francisco Suárez. Há duas edições da obra completa do autor. A primeira publicada em Veneza em 23 volumes, entre 1740 e 1757, e a segunda publicada em Paris pela Vives, em 28 volumes, entre 1856 e 1861. Há manuscritos descobertos depois destas publicações. Há, também, uma série de publicações modernas. Os textos listados abaixo referem-se a edição Vives.
  1. Tomo 11
  2. Tomo 12
  3. Tomo 18


O site Scholasticon, de Jacob Schmutz, mantém, atualizada até o ano de 2008, uma vasta bibliografia sobre Suárez.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Gilson. Porquoi Saint Thomas a critiqué Saint Augustin

Atualizei esta postagem sobre Gilson com a inclusão de links para duas outras obras: Le thomisme e a tradução inglesa Dante and Philosophy.

Gilson (1884-1974)

Os textos Porquoi Saint Thomas a critiqué Saint Augustin e Le thomisme pertencem a bibliografia complementar das minhas aulas de História da Filosofia Medieval da UFBA.





sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Retorno das Atualizações

Este blog permaneceu cerca de um ano sem atualizações. Parte deste tempo permaneci afastado de minhas atividades como professor da Universidade Federal da Bahia, em pesquisa de pós-doutorado.




Retomo as postagens agora, em novembro de 2009. As postagens anteriores a esta data podem estar com os links vencidos. Isto pode ocorrer com textos que hospedei no Mediafire.


Caso você tente baixar algum texto cujo link não mais funcione, me encaminhe um e-mail relatando o problema.

Bonum Enim Est Diffusivum Sui

Durante um longo período não atualizei este blog. Minha intenção era retirá-lo do ar, mas como ele continuava sendo acessado, não o fiz. Agora, retomo o blog com o intuito de listar, para os meus alunos da UFBA, textos de Tomás de Aquino disponíveis na internet. Robert Pasnau possui um site que também funciona como portal para o texto latino de Tomás disponível on-line. Note que apenas ofereço o link para os textos em seu local original de hospedagem.

Roberto Busa
Os textos latinos de Tomás mais freqüentes em sites na internet são os da Edição Busa. O jesuíta italiano Roberto Busa foi um dos pioneiros no uso de computadores para a realização de análise lingüística e literária. A partir de 1949, com patrocínio da IBM, por trinta anos ele produziu o Index Thomisticus, atualmente disponível para uso on-line.

A Edição de Busa pode ser encontrada nos sites de Joseph Magee e de Enrique Alarcón, co-responsável pela edição on-line do Index Thomisticus. O site de Magee traz, além do texto latino, traduções para diversas línguas, ordenada pela cronologia da obra de Tomás. Eis uma pequena amostra desse material:

De Ente et Essentia (1252-56)
Inglês
Summa contra Gentiles (1259-64)
Inglês
Summa Theologiae (1266-73)
Inglês
De Aeternitate Mundi (1270).
Inglês
De Motu Cordis (1270-71)
Latim e Inglês
Postilla super Psalmos (1272-73).
Latim e Inglês
Quaestio Disputata de Unione Verbi Incarnati (1272(?))
Latim-Inglês - art. 1
Latim-Inglês - art. 2
Latim-Inglês - art. 3
Latim-Inglês - art. 4


Leoninas
Os textos disponibilizados por Enrique Alarcón são, sempre que permitido, extraídos de edições leoninas. A Bibliotheque Nationale de France disponibiliza, para download, alguns volumes da Leonina. Como exemplo, segue alguns links diretamente para o download:

In De anima (v. 45, 1984)
De sensu et De memoria (v. 45)
De substantiis separatis super decretalem (v. 40, partes D-E, 1968)
Sententia libri ethicorum, Praefatio, Libri I-III (v. 47, 1969)
Sententia libri ethicorum, Libri IV-X (v. 47, 1969)
De malo (v. 23, 1982)

Thérèse Bonin mantém atualizado um site com links para uma gigantesca coleção de traduções inglesas disponíveis on-line, além da relação bibliográfica das traduções impressas. O Thomas Instituut te Utrecht disponibiliza mais de vinte links para obras de Tomás.

Quem deseja comprar textos de Tomás de Aquino, deve consultar a página de Stephen Loughlin.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Natali, C. O Logos peri philias. Notas sobre a natureza e os propósitos dos livros VIII – IX

Disponível na Revista de Filosofia Antiga.

Zingano, M. Irwin, Terence. The Development of Ethics: a historical and critical study


Texto disponível na Revista de Filosofia Antiga.

sábado, 28 de junho de 2008

Recesso de Julho

Caros,
Não voltarei a publicar neste blog durante o recesso de julho.
Até agosto.

Márcio

Exame Final e Notas

Caros Alunos,
As notas das disciplinas de Filosofia da Ciência e História da Filosofia Medieval estão afixadas no mural do colegiado.
O Exame Final ocorrerá dia 07 de julho, no mesmo horário e na mesma sala de aula.
Bom final de semestre para todos!
Márcio

terça-feira, 20 de maio de 2008

Ocasionalismo no Aristotelismo Medieval

Divulgo a página de minha pesquisa sobre Ocasionalismo no Aristotelismo Medieval, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (FAPESB).

Investigo o ocasionalismo nas tradições islâmica e latina da Filosofia Medieval aristotélica, bem como nas filosofias que inauguram o mecanicismo no início da Filosofia Moderna. O objetivo primeiro da pesquisa é entender o surgimento do tema, seja nas discussões anti-pelagianas que surgem em Agostinho e ressurgem em Oxford, no século XIV, envolvendo as noções de graça, natureza, predestinação e liberdade da criação, seja que surgem do contato entre as filosofias islâmica e latina sobre fatalismo e resignação a Deus; em ambos os casos o que está em questão é a possibilidade de qualquer empreendimento personalíssimo. O objetivo segundo da pesquisa é entender como essa discussão reaparece no século XVII, como uma denúncia dos limites do mecanicismo cartesiano.



Também participam da pesquisa os professores Tadeu Mazzola Verza (UFBA) e Sueli Sampaio Damin Custódio (UNIME-UFBA), além dos alunos José Edelberto Araújo de Oliveira (Mestrado em Filosofia - UFBA), José Portugal dos Santos Ramos (Mestrado - UFBA) e Giorlando Madureira Lima (Bolsa Fapesb de Iniciação Científica 2007-2008).

domingo, 18 de maio de 2008

A Filosofia de Poincaré

Henri Poincaré (1854-1912)

Segue uma relação de links para textos de Poincaré em formato pdf. As Leçons sur les hypothèses cosmogoniques e La science et l'hipothèse foram obtidos na nova Gallica, a bibliothèque numérique da Bibliothèque National de France. Vale notar que a nova Gallica ainda está em fase de testes e pode apresentar problemas na visualização de alguns arquivos. Para evitar tais problemas, hospedei os livros no Media Fire.






Os links abaixo são de responsabilidade da Académie de Nancy-Metz, do Ministério da Educação da França. Vale a pena visitar mensalmente a página da Académie, responsável pela divulgação digital de bibliografia em Filosofia, geralmente voltada para o exame francês de agrégation.

Morttelini. Reconstructing Lakatos

Para os Alunos do curso de Filosofia da Ciência interessados em fazer o trabalho final em Lakatos, recomendo o texto de Motterlini, apresentado no Centre for Philosophy of Natural and Social Science, da London School of Economics, casa de Lakatos.

sábado, 17 de maio de 2008

Maimônedes. Guia dos Perplexos

Segue uma nova postagem para os alunos de História da Filosofia Medieval interessados na discussão sobre atributos negativos.



segunda-feira, 10 de março de 2008

Laudan. Teorias do Método Científico


O texto Teorias do Método Científico, de Larry Laudan, é um levantamento minucioso da História da Ciência e da Filosofia com o intuito de sistematizar diversas abordagens da ciência, fornecendo as respectivas referências bibliográficas. O texto, traduzido por Balthazar Barbosa Filho, está disponível no site dos Cadernos de História e Filosofia da Ciência, editado pelo CLE-Unicamp.

Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho de Laudan, consulte o verbete Historicist Theories of Rationality, da Stanford Encyclopedia of Philosophy.

Quine. Two Dogmas of Empiricism

Citei Quine em sala de aula como um possível encerramento de nosso semestre.


Segue o link de Two dogmas of empiricism, citado em sala, em formato html. As duas versões do texto publicadas em The Philosophical Review 60 (1951): 20-43, e em From a Logical Point of View (Harvard University Press, 1953, Ed. revista em 1961) são apresentadas lado a lado.

Links para Kuhn


Segue o link para o áudio da mesa-redonda sobre "Thomas Kuhn e as Revoluções Científicas", transmitido em 16 de agosto de 1996, pela National Public Radio. Compareceram:

Daniel Garber
Professor of Philosophy
University of Princeton

David Sloan Wilson
Professor of Biology
State University of New York

Eliene Augenbraun
American Association for the Advancement of Science
U.S. Agency for International Development

O áudio, em formato "ram" com duração de 48 minutos, requer Real Player e conexão rápida. Para maiores informações sobre Kuhn, clique aqui.

domingo, 9 de março de 2008

Lakatos. Science and Pseudoscience

Áudio e transcriçãoda aula de Lakatos transmitida pela BBC em 30 de junho de 1973. O arquivo mp3 possui 20 minutos de duração, aproximadamente.

Links para Popper


Há dois links interessantes sobre os assuntos das aulas sobre Popper. Um link sobre o problema da indução e outro, uma dissertação de mestrado defendida na UFPR e disponibilizada no site desta universidade: STUBERT, W. R. Explicação causal e indeterminismo na filosofia de Karl Popper. Também chamo a atenção para os verbetes Popper, Kuhn e Feyerabend da Stanford Encyclopedia of philosophy e para o site dedicado a Lakatos.

Feyerabend Contra o Método


Segue, abaixo, o link para o texto em língua portuguesa a ser trabalhado em sala de aula.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Programas das Disciplinas de 2008/01

Publico os programas de aulas das minhas disciplinas deste primeiro semestre de 2008.

Filosofia da Ciência


História da Filosofia Medieval

Filosofia da Ciência

Disponibilizo abaixo a bibliografia básica de minha disciplina. O link está protegido por senha distribuída em sala de aula.

História da Filosofia Medieval

Disponibilizo no link abaixo os textos da bibliografia básica de minha disciplina de História da Filosofia Medieval. O link está protegido por senha fornecida em sala de aula.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Notícia

Caros

Informo-lhes que não haverá aula dias 29 e 31 de outubro, nem na graduação, nem na pós, em virtude do VII Colóquio de História da Filosofia da Natureza, a ser realizado em Campinas. Pelo mesmo motivo, só publicarei novamente neste blog dia 8 de novembro.

Saudações cordiais,
Márcio

domingo, 7 de outubro de 2007

Pierre Duhem e a História da Ciência

A História da Ciência, tal qual a conhecemos nos departamentos de filosofia no Brasil, foi sistematizada por Pierre Duhem, no final do século XIX e início do século XX. Francês, católico, Duhem lutou contra o conceito de revolução científica, que opõe a ciência laica do século XVII à ciência aristotélico-cristã. Para tanto, defendeu a tese de que a ruptura com os modelos antigos de ciência começou com a condenação de teses aristotélicas pelo bispo de Paris, Etienne Tempier, em 1277.

Entre as teses condenadas, sustenta Duhem, encontravam-se equívocos que impediam o progresso da física. Este era o caso da opinião condenada, segundo a qual Deus não poderia mover o Mundo com movimento retilíneo, deixando um vazio no lugar de origem; também era o caso para a opinião condenada, segundo a qual Deus não poderia criar diversos mundos. As condenações teriam destruído as fundações do sistema físico aristotélico, que não admitia a existência do vazio na natureza e tão pouco admitia que os corpos celestes pudessem se mover com movimento retilíneo; ademais, a possibilidade da pluralidade dos mundos também não era admitida, por ser incompatível com o conceito de lugar natural.

O abandono dos fundamentos da física aristotélica só teria sido possível, segundo Duhem, graças ao apelo à noção de onipotência divina. Assim, ao mesmo tempo em que Tempier forçou o abandono dos fundamentos, abriu o caminho para a investigação de novas leis da natureza. Graças a Tempier, Richard de Middletown (? - 1295) e, depois dele, Nicole Oresme (? - 1382), o monge representado na iluminura abaixo, e Jean Buridan (? - após 1365) em Paris, Thomas Bradwardine (circa 1290-1349) e os "Calculadores do Merton College", em Oxford, argumentaram sobre o vazio, o movimento no vazio e deram um novo rumo à mecânica, lançado as bases da dinâmica.
A tese de Duhem não parece coadunar com a real importância da condenação, que rapidamente caiu em letra morta e que, ademais, só teve efeito no interior do bispado de Paris. Ademais, ela nos coloca diante de um desconforto moral: que o progresso científico e toda a física moderna teriam se originado de um golpe de força contra a liberdade de expressão.
A despeito de sua tese sobre o início da ciência moderna na Paris do século XIII, que hoje recebe pouco apoio da comunidade acadêmica, encontra-se em Duhem um trabalho sistemático das fontes primárias e uma concepção historiográfica que se assenta sob o signo da continuidade histórica, por oposição às idéias de revolução histórica. Entre os historiadores, Duhem deixou de ser o centro das atenções depois dos textos de Thomas Khun, mas entre os historiadores da filosofia, ele é referência pela meticulosidade do trabalho com manuscritos e livros antigos.

Disponibilizo, abaixo, duas obras de Duhem, seus Études sur Leonard de Vinci e Les Origine de la Statique. A fonte digital é da Gallica, pertencente a Bibliothèque Nationale de France. Os textos disponibilizados pela instituição francesa encontram-se com direitos autorais vencidos.

Duhem. Etudes sur Leonard de Vinci I


Duhem. Etudes sur Leonard de Vinci II


Duhem. Etudes sur Leonard de Vinci III


Duhem. Les origines de la estatique I


Duhem. Les origines de la estatique II


quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Fontes de Grego

Disponibilizo, abaixo, links para quatro fontes true type que permitem trabalhar com a língua grega em processadores de texto.

Achille Achille2 Sgreek Plat2

Zillig. Sobre os Múltiplos Sentidos de Substância: Nota Acerca de Metafísica Z3

Link para o artigo de Raphael Zillig, da Revista de Filosofia Antiga, USP-Unicamp:

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Notícia II - Filosofia Antiga II

Caros alunos,

Lembrem-se:

  • Marcamos uma aula de reposição para sexta-feira, dia 21 de setembro, das 7h às 9h
  • A entrega do trabalho para a primeira avaliação ocorrerá em sala de aula dia 17 de outubro

Blogs e sites

Ampliei consideravelmente a coluna "visite também". Agora, disponibilizo links institucionais, outros blogs com textos para download, blogs de colegas do Departamento e blogs e sites que tratam da História da Filosofia. Começo por uma série para interessados em História da Filosofia Medieval.

sábado, 15 de setembro de 2007

Watson. Aristotle's Criticisms of Plato

Link para o texto disponível nos Internet Archives, Candian Libraries.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Notícia - Filosofia Antiga II

Devido a convocação para reunião de Departamento para discussão do REUNI, não haverá aula de Filosofia Antiga II segunda-feira, dia 17 de setembro, das 9h às 12h.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

IV Colóquio de História da Filosofia da Natureza

Neste ano de 2007, a série de Colóquios de História da Filosofia da Natureza, em sua sétima edição anual consecutiva, dedica-se ao tema substância e matéria, e homenageia o Professor Balthazar Barbosa Filho, que não apenas destacou-se como professor e pensador, mas marcou profundamente o modo pelo qual os membros do Grupo de Pesquisa “Revolução Científica” compreendem o debate e a argumentação em filosofia.

O Colóquio é organizado pelo Grupo de Pesquisa “Revolução Científica dos Séculos XVI e XVII: Origens, Influências e Bases Científicas e Filosóficas”. Certificado pela UNICAMP e credenciado junto ao CNPq, o Grupo existe, em sua versão atual, desde 1997. Para mais informações, viste o blog do VII Colóquio.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Espinosa, Leitor de Descartes

No link abaixo, os alunos da disciplina Espinosa, Leitor de Descartes encontrarão textos postados regularmente e protegidos por senha distribuída em sala de aula.

Epiciclos

Comentei em sala de aula sobre o uso de epiciclos na astronomia antiga. O site "The Universe of Aristotle and Ptolemy" auxilia na compreensão da força explicativa desse instrumento geométrico.




Espinosa. Princípios de Filosofia Cartesiana

Link para o texto latino, em edição antiga, disponível na Gallica:


segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Porfírio. Isagoge et in Aristotelis categorias commentarium

Caros freqüentadores, a semana passada foi de muito trabalho no encontro de História da Filosofia Medieval em Porto Alegre, motivo pelo qual não encaminhei nenhum post novo. Para iniciar esta nova semana, segue uma referência relevante para a compreensão do aristotelismo medieval, a Isagoge de Porfírio.



segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Filosofia Antiga II

No link abaixo, os alunos da disciplina de Filosofia Antiga II encontrarão dois textos sobre a Metafísica. Os textos estão protegidos por senha distribuída em sala de aula. Caso você ainda não possua a senha e esteja matriculado na disciplina, procure-me na próxima aula.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Spade. Warp and Woof of Methaphysics

Segue o link para o hand out on-line de V. Spade. Eis a descrição do autor sobre o texto:

This is an updated (and on-line) version of a “handout” — by now a full-fledged “paper” — that I first prepared many years ago for use in some of my classes. It seems to have proved useful over the years, and so I am sharing it with you. I felt the need to prepare such a handout because I came to realize that students — graduate as well as even the best undergraduates — often find a broadly “Aristotelian” approach to metaphysical issues utterly baffling to them, even after they learn to “make the moves.” That is, even after they get to the point of being able to predict with some accuracy what various authors were likely to say on a given issue, they often don’t really see what motivates such views and why anyone would take them seriously. The handout seems to have helped get past this problem and to supply some missing motivation and orientation. Fair warning: A lot of the picture I develop in this paper is painted in very broad strokes. Specialists will find much to cavil over: I skip important qualifications, lump quite disparate things together under a common heading, ignore certain controversial points in the literature, and so on. But the paper is not addressed primarily to specialists (although I hope that even the most hardened scholar can find something useful here). It’s addressed to two kinds of people: (a) those who need to be shown why and how the issues I discuss here are really interesting and even fun, and (b) those who already know that but just want to be reminded why. So, take it or leave it.


Weisheipl. Aristotelian methodology; A commentary on the Posterior Analytics of Arsitotle

Segue o link para as notas de aula de Weisheipl, editadas por J. Catan e disponibilizadas no site de Vincent Spade.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Links para Espinosa


O texto latino da Ética (Spinosa Opera. Ed. C. Gebhardt. Heidelberg: Ed. Carl Winters , 1925) pode ser encontrado nos seguintes endereços:








O site de Rudolf Meijer permite cotejar o texto latino com a tradução de Elwes, ou com a tradução francesa de Saisse. Cabe ressaltar que os textos lá se encontram em formato html.


Também está disponível on-line o verbete "Spinoza", escrito por Nadler para a Stanford Encyclopedia of Philosophy.


sábado, 18 de agosto de 2007

Poemas sobre Espinosa

Spinoza next, to hide his black design
And to his side th'unwary to incline
For heaven his ensigns treacherous displays;
Declares for God, while that God betrays;
For whom he's pleased such evidence to bring
As save the name, while it subvert the thing.
(Blackmore)


Las traslúcidas manos del judío
Labran en la penumbra los cristales
Y la tarde que muere es miedo y frío
(Las tardes a las tardes son iguales).

Las manos y el espacio de jacinto
Que palidece en el confín del Ghetto
Casi no existen para el hombre quieto
Que está soñando un claro laberinto.

Ni lo turba la fama, ese reflejo
De espejo en el sueño de otro espejo,
Ni el temeroso amor de las doncellas.

Libre de la metáfora y del mito
Labra um arduo cristal: el infinito
Mapa de Aquél que es todas Sus estrellas.
(Borges)


Gosto de ver-te grave e solitário,
Sob o fumo da esquálida candeia,
Nas mãos a ferramenta de operário,
E na cabeça a coruscante idéia.

E enquanto o pensamento delineia
Uma filosofia, o pão diário
A tua mão a labutar granjeia
E achas na independência o teu salário.

Soem cá fora agitações e lutas,
Sibila o bafo aspérrimo do inverno,
Tu trabalhas, tu pensas, e executas

Sóbrio, tranqüilo, desvelado e terno,
A lei comum, e morres, e transmutas
O suado labor em prêmio eterno.
(Machado de Assis)

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Bekker. Aristoteles graece V

Disponibilizo, na seqüência, o texto grego da obra de Aristóteles na conceituada edição de Bekker; epecialmente útil para aqueles que pretendem prosseguir nos estudos de Aristóteles e do grego clássico. Ref: BEKKER, I (ed.). Aristoteles graece. Deutsche Akademie der Wissenschaften zu Berlin Berlin: Berolini, apud G. Reimerum. 1831-1870. v. V.


Bekker. Aristoteles graece IV

Disponibilizo, na seqüência, o texto grego da obra de Aristóteles na conceituada edição de Bekker; epecialmente útil para aqueles que pretendem prosseguir nos estudos de Aristóteles e do grego clássico. Ref: BEKKER, I (ed.). Aristoteles graece. Deutsche Akademie der Wissenschaften zu Berlin Berlin: Berolini, apud G. Reimerum. 1831-1870. v. IV.

Bekker. Aristoteles graece III

Disponibilizo, na seqüência, o texto grego da obra de Aristóteles na conceituada edição de Bekker; epecialmente útil para aqueles que pretendem prosseguir nos estudos de Aristóteles e do grego clássico. Ref: BEKKER, I (ed.). Aristoteles graece. Deutsche Akademie der Wissenschaften zu Berlin Berlin: Berolini, apud G. Reimerum. 1831-1870. v. III.

Bekker. Aristoteles graece II

Disponibilizo, na seqüência, o texto grego da obra de Aristóteles na conceituada edição de Bekker; epecialmente útil para aqueles que pretendem prosseguir nos estudos de Aristóteles e do grego clássico. Ref: BEKKER, I (ed.). Aristoteles graece. Deutsche Akademie der Wissenschaften zu Berlin Berlin: Berolini, apud G. Reimerum. 1831-1870. v. II.


Bekker. Aristoteles graece I

Disponibilizo, na seqüência, o texto grego da obra de Aristóteles na conceituada edição de Bekker; epecialmente útil para aqueles que pretendem prosseguir nos estudos de Aristóteles e do grego clássico. Ref: BEKKER, I (ed.). Aristoteles graece. Deutsche Akademie der Wissenschaften zu Berlin Berlin: Berolini, apud G. Reimerum. 1831-1870. v. I.


quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Elwes. The Philosophy of Benedict Spinoza

Mais uma referência sobre Espinosa.

Joachim. A Study of the Ethics of Spinoza (Ethica ordine geometrico demonstrata)

Novamante para os alunos do Mestrado.


Wolfson. The Philosophy of Spinoza, vol. I

Os alunos do meu curso sobre Espinosa no Mestrado talvez se interessem pelo vol. I do texto de Wolfson, disponível no link abaixo:

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Como proceder para a elaboração de um trabalho

Use a fonte Times New Romam 12, em espaço 1,5. Deixe margens largas (uns 3 cm) para correção.

Inicie seu trabalho por uma folha contendo apenas sua identificação e o título do trabalho.

Não ultrapasse o número de páginas recomendado para o trabalho e limite-se a expor o tema proposto. Não faça digressões genéricas nem lance mão da biografia do autor. Não se utilize de informações irrelevantes para o trabalho, ainda que sejam interessantes.

Certifique-se que seu trabalho esteja inteligível. Peça para algum colega ler.

Nunca simplesmente dê sua opinião. O objetivo do trabalho não é descobrir novas verdades, mas mostrar que você é capaz de lidar com argumentos filosóficos e produzir um texto acadêmico.

Não tome nada como pressuposto. Explique tudo.

Não insira termos sem a definição apropriada.

Um argumento pode ser ilustrado por um exemplo, mas um exemplo não é um argumento

Não use metáforas e adjetivos. Um autor nunca é “brilhante” em sua exposição, um argumento não é explicado “claramente” e uma posição nunca é “bem” afirmada. Um autor expõe, um argumento é explicado e algo é afirmado.

Não use gerúndio para se referir ao futuro: ninguém “estará mostrando”, nada “vai estar sendo visto”. Alguém mostrará e algo será visto. Da mesma forma, não use o auxiliar “ir” para formar o futuro: ninguém “vai mostrar”, nada “vai aparecer”, mas alguém mostrará e algo aparecerá.

Tome cuidado com a oralidade. Nada “dá” para ser feito, “a gente” não faz nada, mas é possível que algo seja feito e nós fazemos algo.

Cuidado com os anacronismos, ou seja, o uso de termos ou de noções que não estavam presentes no momento histórico do autor estudado. Assim, não há consciência em Agostinho nem luta de classes em Platão.

Preste atenção na ortografia e nas concordâncias. Os computadores atuais fazem esse trabalho, pelo menos quanto aos erros mais grosseiros, o que torna alguns erros inaceitáveis. Convém ressaltar, no entanto, que os corretores gramaticais cometem muitos erros e alertam para um suposto máximo de linhas que um parágrafo deve ter. Ignore. Os parágrafos têm autonomia e seu tamanho é determinado pela idéia que expressam.

Um bom trabalho tem uma introdução e uma conclusão. A introdução expõe os termos que serão empregados e os principais argumentos que serão desenvolvidos. A conclusão deve mostrar o motivo pelo qual esses argumentos são sólidos (ou não) e se são (ou não).

Ao copiar partes de livros ou artigos, use aspas e certifique-se que a correta referência foi fornecida. Esta cópia, por sua vez, tem de ter uma finalidade específica no trabalho e não deve constituir o trabalho em si. O não uso de aspas acarreta em plágio.

Notas de rodapé não são opcionais, mas uma ferramenta indispensável de um trabalho acadêmico. Os rodapés podem conter as referências aos autores citados ou citações, cuja função é fortalecer um argumento já elencado no corpo do texto. Os rodapés também podem ser utilizados para a explicação dos termos empregados no trabalho.

A bibliografia também não é opcional. Ela deve vir no final do trabalho, em ordem alfabética, e pode ser dividida em “fontes primárias” e “fontes secundárias”, a primeira contendo apenas referência dos autores (filósofos) e a segunda dos comentadores.

Normas Bibliográficas

Publico abaixo as normas bibliográficas e de citação, necessárias para a realização do trabalho que servirá como avaliação da disciplina de História da Filosofia Antiga II e do curso sobre Espinosa, do Mestrado.


1 LIVRO

1.1 Livro no todo

Com 1 autor:
AUTOR. Título do livro: subtítulo. Edição [x. ed.]. Local: Editora, data.

Com 2 autores:
AUTOR; AUTOR Título do livro: subtítulo. Edição [x. ed.]. Local: Editora, data.

Com 3 autores:
Igual ao anterior

Com + de 3 autores:
Igual ao anterior ou (e preferencialmente) coloca-se “et al.” após primeiro nome.


1.2 Capítulo de livro
Autor do capítulo diferente do autor do livro
AUTOR(es) DO CAPÍTULO. Título do capítulo. In: AUTOR(es) DO LIVRO. Título do livro. Edição [x. ed.]. Local: Editora, data. Numero do capítulo [cap. x], páginas (final e inicial) do capítulo [p. xx-xxx].



2 TESE, DISSERTAÇÃO, MONOGRAFIA

2.1 Tese
AUTOR Título da tese. Data. no. de folhas [xxxf.]. Tese (Doutorado em xxxxxxxxxx) - Departamento, Universidade, Local.

2.2 Dissertação
AUTOR Título da dissertação. Data. no. de folhas [xxxf.]. Dissertação (Mestrado em xxxxxxxx) - Departamento, Universidade, Local.

2.3 Monografia
AUTOR Título da monografia. Data. no. de folhas [xxxf.]. Monografia (Conclusão de Curso) - Departamento, Universidade, Local.



3 PUBLICAÇÃO PERIÓDICA

3.1 Periódico no todo
NOME DO PERIÓDICO. Local da publicação: Editora, v. XX, n. XX, Mês. Ano.

3.2 Artigo de periódico [Os títulos dos periódicos podem ser colocados por extenso ou abreviados de acordo com padrão previamente indicado no texto]
AUTOR. Título do artigo. Nome do periódico, Local de publicação: Editora, v.xx, n.xx, p.xxx-xx, ano.
[Quando se tratar de períódico amplamente conhecido, não é necessário informar local de publicação e editora]

3.3 Número especial de periódico
NOME DO PERIÓDICO. Local da publicação: Editora, v.xx, n.xx, Mês. Ano. número de páginas [xx p.]. Edição especial.

3.4 Suplemento
AUTOR(es). Título do suplemento. Nome do periódico, Local: editora, v.xx, n.x, p.xx-xx, mês. Ano. Suplemento.

3.5 Volume com partes
AUTOR(es). Título do artigo. Nome do periódico, Local: editora, v.xx, parte do periódico [pt. x], p.xx-xx, mês. Ano.

3.6 Sem volume
AUTOR(es). Título do artigo. Nome do periódico, Local: editora, n.xx, p.xx-xx, mês. Ano.

3.7 Sem autoria definida
NOME do artigo (primeira palavra em caixa lata). Nome do periódico, Local: editora, v. xx, n. xx, p.xx-xx, mês. Ano.

3.8 Artigo de jornal diário
AUTOR. Título do artigo. Nome do jornal, Local, dia mês ano. Caderno, p.xx.


4 DICIONÁRIOS E ENCICLOPÉDIAS
NOME do dicionário (primeira palavra em caixa alta). Cidade: Editora, ano. xxx p.

AUTOR. Título da enciclopédia. Local: Editora, ano. Número de volumes [X v.].


5 PUBLICAÇÕES EM MEIO ELETRÔNICO

5.1 Livro
AUTOR. Título do livro. Edição [x ed.], Cidade: Editora, ano. Disponível em: . Acesso em: dia mês ano.

5.2 Publicação Periódica
TÍTULO DA PUBLICAÇÃO. Cidade: Editora, ano -. Disponível em: Acesso em: dia mês ano.

5.3 Artigo de Periódico
AUTOR. Título da artigo. Título do periódico, Edição [x ed.], Cidade: Editora, v. xx, n. xx, ano. Disponível em: . Acesso em: dia mês ano.


COMO CITAR

No interior do texto
Um texto com menos de 3 linhas é reproduzido entre aspas.

Xxxxxxxx xxxx xx xxxxxxx x xxxx xxxx x xxx: “Se o mundo é eterno [...] o número de seres gerados, de homens, de plantas ou de outros indivíduos de quaisquer espécies será infinito”1. Xxxx xxxxxx xxxxxxxx x xxxx...

________________
1. PHILOPONUS. De Aeternitate Mundi contra Proclum, p. 9, II. 4-18. Apud WOLFSON, op. cit., p. 413



Um texto com mais de três linhas deve ser recuado um centímetro da margem do texto normal. Assim, se a margem do trabalho for 3 cm, a citação deve ter 4 cm. O texto citado pode, ou não, ter a fonte diminuída em um ponto.

Xxxxxxx x x xxxxxxxx x xxxxxxxxxx x x x x x xxxxxxxxxxxxxxxxx xxxx xxxxx xxx xxxxx xxxxx x:

Se o mundo é eterno, segue-se necessariamente que neste mundo, desde o início até o presente momento, o número de seres gerados, de homens, de plantas ou de outros indivíduos de quaisquer espécies será infinito. Pois se se supõe um número finito de homens gerados, plantas ou qualquer outro indivíduo, então cada um deles terá sua existência em um tempo finito [e, portanto, gerado], e todo o tempo terá de ser finito [e, portanto, gerado], uma vez que aquilo que consiste de finitos é finito. Se, no entanto, o mundo for ingerado e o tempo for infinito, segue-se necessariamente que os indivíduos gerados no infinito são de fato infinitos em número.2
______________
2. PHILOPONUS. De Aeternitate Mundi contra Proclum, p. 9, II. 4-18. Citado por WOLFSON, op. cit., p. 413.