
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Novos Sites de Pesquisa
Dois bons sites para download de imagens, textos e documentos da História da Ciência. O Philosophical Transactions, da Royal Academy of Science, e o novo portal Gallica da Biblioteca Nacional da França, A França no Brasil.


Manchas Solares
Tábua extraída das Tres epistolae de Scheiner (1611)Comentei em sala de aula sobre os estudos de Galileu sobre as manchas solares. Há controvérsia sobre a origem dos estudos sobre as manchas solares, observadas pelo telescópio. É possível que Galielu e Thomas Harriot tenham sido os primeiros a realizar a observação, em 1610, e sabe-se que Johannes Fabricius e Christoph Scheiner fizeram observações em 1611. Fabricius foi o primeiro a publicar os resultados, ainda em 1611, em seu De maculis in Sole observatis, que não encontrei na internet. O livro, aliás, permaneceu desconhecido por algum tempo depois de sua publicação. Neste meio tempo, Galileu deu a conhecer suas observações em Roma e, em 1612, empreendeu observações diligentes.

Thomas Harriot (1560-1621)
Trailblazing da Royal Society
A Royal Society, celebrando seus 350 anos, lançou um novo site: Trailblazing. É possivel percorrer uma linha do tempo sobre descobertas científicas ligadas a academia e, o que de fato chama a atenção, é possível efetuar o download de artigos científicos e imagens de época. Abaixo duas imagens dos arquivos de 1665.
Transfusão de Sanguepelo bombeamento artificial de ar
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Segue links disponíveis para três tomos da obra completa de Francisco Suárez. Há duas edições da obra completa do autor. A primeira publicada em Veneza em 23 volumes, entre 1740 e 1757, e a segunda publicada em Paris pela Vives, em 28 volumes, entre 1856 e 1861. Há manuscritos descobertos depois destas publicações. Há, também, uma série de publicações modernas. Os textos listados abaixo referem-se a edição Vives.
O site Scholasticon, de Jacob Schmutz, mantém, atualizada até o ano de 2008, uma vasta bibliografia sobre Suárez.
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Suárez
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Gilson. Porquoi Saint Thomas a critiqué Saint Augustin
Atualizei esta postagem sobre Gilson com a inclusão de links para duas outras obras: Le thomisme e a tradução inglesa Dante and Philosophy.
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Tomás de Aquino
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Retorno das Atualizações
Este blog permaneceu cerca de um ano sem atualizações. Parte deste tempo permaneci afastado de minhas atividades como professor da Universidade Federal da Bahia, em pesquisa de pós-doutorado.
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Retomo as postagens agora, em novembro de 2009. As postagens anteriores a esta data podem estar com os links vencidos. Isto pode ocorrer com textos que hospedei no Mediafire.

Caso você tente baixar algum texto cujo link não mais funcione, me encaminhe um e-mail relatando o problema.
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Retomo as postagens agora, em novembro de 2009. As postagens anteriores a esta data podem estar com os links vencidos. Isto pode ocorrer com textos que hospedei no Mediafire.
Caso você tente baixar algum texto cujo link não mais funcione, me encaminhe um e-mail relatando o problema.
Bonum Enim Est Diffusivum Sui
Durante um longo período não atualizei este blog. Minha intenção era retirá-lo do ar, mas como ele continuava sendo acessado, não o fiz. Agora, retomo o blog com o intuito de listar, para os meus alunos da UFBA, textos de Tomás de Aquino disponíveis na internet. Robert Pasnau possui um site que também funciona como portal para o texto latino de Tomás disponível on-line. Note que apenas ofereço o link para os textos em seu local original de hospedagem.

A Edição de Busa pode ser encontrada nos sites de Joseph Magee e de Enrique Alarcón, co-responsável pela edição on-line do Index Thomisticus. O site de Magee traz, além do texto latino, traduções para diversas línguas, ordenada pela cronologia da obra de Tomás. Eis uma pequena amostra desse material:
De Ente et Essentia (1252-56)
Inglês
Summa contra Gentiles (1259-64)
Inglês
Summa Theologiae (1266-73)
Inglês
De Aeternitate Mundi (1270).
Inglês
De Motu Cordis (1270-71)
Latim e Inglês
Postilla super Psalmos (1272-73).
Latim e Inglês
Quaestio Disputata de Unione Verbi Incarnati (1272(?))
Latim-Inglês - art. 1
Latim-Inglês - art. 2
Latim-Inglês - art. 3
Latim-Inglês - art. 4
In De anima (v. 45, 1984)
De sensu et De memoria (v. 45)
De substantiis separatis super decretalem (v. 40, partes D-E, 1968)
Sententia libri ethicorum, Praefatio, Libri I-III (v. 47, 1969)
Sententia libri ethicorum, Libri IV-X (v. 47, 1969)
De malo (v. 23, 1982)
Thérèse Bonin mantém atualizado um site com links para uma gigantesca coleção de traduções inglesas disponíveis on-line, além da relação bibliográfica das traduções impressas. O Thomas Instituut te Utrecht disponibiliza mais de vinte links para obras de Tomás.
Quem deseja comprar textos de Tomás de Aquino, deve consultar a página de Stephen Loughlin.

Roberto Busa
Os textos latinos de Tomás mais freqüentes em sites na internet são os da Edição Busa. O jesuíta italiano Roberto Busa foi um dos pioneiros no uso de computadores para a realização de análise lingüística e literária. A partir de 1949, com patrocínio da IBM, por trinta anos ele produziu o Index Thomisticus, atualmente disponível para uso on-line.A Edição de Busa pode ser encontrada nos sites de Joseph Magee e de Enrique Alarcón, co-responsável pela edição on-line do Index Thomisticus. O site de Magee traz, além do texto latino, traduções para diversas línguas, ordenada pela cronologia da obra de Tomás. Eis uma pequena amostra desse material:
De Ente et Essentia (1252-56)
Inglês
Summa contra Gentiles (1259-64)
Inglês
Summa Theologiae (1266-73)
Inglês
De Aeternitate Mundi (1270).
Inglês
De Motu Cordis (1270-71)
Latim e Inglês
Postilla super Psalmos (1272-73).
Latim e Inglês
Quaestio Disputata de Unione Verbi Incarnati (1272(?))
Latim-Inglês - art. 1
Latim-Inglês - art. 2
Latim-Inglês - art. 3
Latim-Inglês - art. 4
Leoninas
Os textos disponibilizados por Enrique Alarcón são, sempre que permitido, extraídos de edições leoninas. A Bibliotheque Nationale de France disponibiliza, para download, alguns volumes da Leonina. Como exemplo, segue alguns links diretamente para o download:In De anima (v. 45, 1984)
De sensu et De memoria (v. 45)
De substantiis separatis super decretalem (v. 40, partes D-E, 1968)
Sententia libri ethicorum, Praefatio, Libri I-III (v. 47, 1969)
Sententia libri ethicorum, Libri IV-X (v. 47, 1969)
De malo (v. 23, 1982)
Thérèse Bonin mantém atualizado um site com links para uma gigantesca coleção de traduções inglesas disponíveis on-line, além da relação bibliográfica das traduções impressas. O Thomas Instituut te Utrecht disponibiliza mais de vinte links para obras de Tomás.
Quem deseja comprar textos de Tomás de Aquino, deve consultar a página de Stephen Loughlin.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Natali, C. O Logos peri philias. Notas sobre a natureza e os propósitos dos livros VIII – IX
Disponível na Revista de Filosofia Antiga.
Zingano, M. Irwin, Terence. The Development of Ethics: a historical and critical study
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sábado, 28 de junho de 2008
Exame Final e Notas
Caros Alunos,
As notas das disciplinas de Filosofia da Ciência e História da Filosofia Medieval estão afixadas no mural do colegiado.
O Exame Final ocorrerá dia 07 de julho, no mesmo horário e na mesma sala de aula.
Bom final de semestre para todos!
Márcio
As notas das disciplinas de Filosofia da Ciência e História da Filosofia Medieval estão afixadas no mural do colegiado.
O Exame Final ocorrerá dia 07 de julho, no mesmo horário e na mesma sala de aula.
Bom final de semestre para todos!
Márcio
terça-feira, 20 de maio de 2008
Ocasionalismo no Aristotelismo Medieval

Divulgo a página de minha pesquisa sobre Ocasionalismo no Aristotelismo Medieval, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (FAPESB).
Investigo o ocasionalismo nas tradições islâmica e latina da Filosofia Medieval aristotélica, bem como nas filosofias que inauguram o mecanicismo no início da Filosofia Moderna. O objetivo primeiro da pesquisa é entender o surgimento do tema, seja nas discussões anti-pelagianas que surgem em Agostinho e ressurgem em Oxford, no século XIV, envolvendo as noções de graça, natureza, predestinação e liberdade da criação, seja que surgem do contato entre as filosofias islâmica e latina sobre fatalismo e resignação a Deus; em ambos os casos o que está em questão é a possibilidade de qualquer empreendimento personalíssimo. O objetivo segundo da pesquisa é entender como essa discussão reaparece no século XVII, como uma denúncia dos limites do mecanicismo cartesiano.

Também participam da pesquisa os professores Tadeu Mazzola Verza (UFBA) e Sueli Sampaio Damin Custódio (UNIME-UFBA), além dos alunos José Edelberto Araújo de Oliveira (Mestrado em Filosofia - UFBA), José Portugal dos Santos Ramos (Mestrado - UFBA) e Giorlando Madureira Lima (Bolsa Fapesb de Iniciação Científica 2007-2008).
Investigo o ocasionalismo nas tradições islâmica e latina da Filosofia Medieval aristotélica, bem como nas filosofias que inauguram o mecanicismo no início da Filosofia Moderna. O objetivo primeiro da pesquisa é entender o surgimento do tema, seja nas discussões anti-pelagianas que surgem em Agostinho e ressurgem em Oxford, no século XIV, envolvendo as noções de graça, natureza, predestinação e liberdade da criação, seja que surgem do contato entre as filosofias islâmica e latina sobre fatalismo e resignação a Deus; em ambos os casos o que está em questão é a possibilidade de qualquer empreendimento personalíssimo. O objetivo segundo da pesquisa é entender como essa discussão reaparece no século XVII, como uma denúncia dos limites do mecanicismo cartesiano.

Também participam da pesquisa os professores Tadeu Mazzola Verza (UFBA) e Sueli Sampaio Damin Custódio (UNIME-UFBA), além dos alunos José Edelberto Araújo de Oliveira (Mestrado em Filosofia - UFBA), José Portugal dos Santos Ramos (Mestrado - UFBA) e Giorlando Madureira Lima (Bolsa Fapesb de Iniciação Científica 2007-2008).
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domingo, 18 de maio de 2008
A Filosofia de Poincaré
Segue uma relação de links para textos de Poincaré em formato pdf. As Leçons sur les hypothèses cosmogoniques e La science et l'hipothèse foram obtidos na nova Gallica, a bibliothèque numérique da Bibliothèque National de France. Vale notar que a nova Gallica ainda está em fase de testes e pode apresentar problemas na visualização de alguns arquivos. Para evitar tais problemas, hospedei os livros no Media Fire.

Os links abaixo são de responsabilidade da Académie de Nancy-Metz, do Ministério da Educação da França. Vale a pena visitar mensalmente a página da Académie, responsável pela divulgação digital de bibliografia em Filosofia, geralmente voltada para o exame francês de agrégation.
- Dernières Pensées
- Les sciences et les humanités
- Science et méthode
- L'avenir des mathématiques
- L'espace et la géométrie
- Les mathématiques et la logique
- La valeur de la science
Morttelini. Reconstructing Lakatos
Para os Alunos do curso de Filosofia da Ciência interessados em fazer o trabalho final em Lakatos, recomendo o texto de Motterlini, apresentado no Centre for Philosophy of Natural and Social Science, da London School of Economics, casa de Lakatos.
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sábado, 17 de maio de 2008
Maimônedes. Guia dos Perplexos
Segue uma nova postagem para os alunos de História da Filosofia Medieval interessados na discussão sobre atributos negativos.


segunda-feira, 10 de março de 2008
Laudan. Teorias do Método Científico

O texto Teorias do Método Científico, de Larry Laudan, é um levantamento minucioso da História da Ciência e da Filosofia com o intuito de sistematizar diversas abordagens da ciência, fornecendo as respectivas referências bibliográficas. O texto, traduzido por Balthazar Barbosa Filho, está disponível no site dos Cadernos de História e Filosofia da Ciência, editado pelo CLE-Unicamp.
Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho de Laudan, consulte o verbete Historicist Theories of Rationality, da Stanford Encyclopedia of Philosophy.
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Quine. Two Dogmas of Empiricism
Citei Quine em sala de aula como um possível encerramento de nosso semestre.

Segue o link de Two dogmas of empiricism, citado em sala, em formato html. As duas versões do texto publicadas em The Philosophical Review 60 (1951): 20-43, e em From a Logical Point of View (Harvard University Press, 1953, Ed. revista em 1961) são apresentadas lado a lado.

Segue o link de Two dogmas of empiricism, citado em sala, em formato html. As duas versões do texto publicadas em The Philosophical Review 60 (1951): 20-43, e em From a Logical Point of View (Harvard University Press, 1953, Ed. revista em 1961) são apresentadas lado a lado.
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Quine
Links para Kuhn

Segue o link para o áudio da mesa-redonda sobre "Thomas Kuhn e as Revoluções Científicas", transmitido em 16 de agosto de 1996, pela National Public Radio. Compareceram:
Daniel Garber
Professor of Philosophy
University of Princeton
David Sloan Wilson
Professor of Biology
State University of New York
Eliene Augenbraun
American Association for the Advancement of Science
U.S. Agency for International Development
O áudio, em formato "ram" com duração de 48 minutos, requer Real Player e conexão rápida. Para maiores informações sobre Kuhn, clique aqui.
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domingo, 9 de março de 2008
Lakatos. Science and Pseudoscience
Áudio e transcrição
da aula de Lakatos transmitida pela BBC em 30 de junho de 1973. O arquivo mp3 possui 20 minutos de duração, aproximadamente.
da aula de Lakatos transmitida pela BBC em 30 de junho de 1973. O arquivo mp3 possui 20 minutos de duração, aproximadamente.
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Links para Popper

Há dois links interessantes sobre os assuntos das aulas sobre Popper. Um link sobre o problema da indução e outro, uma dissertação de mestrado defendida na UFPR e disponibilizada no site desta universidade: STUBERT, W. R. Explicação causal e indeterminismo na filosofia de Karl Popper. Também chamo a atenção para os verbetes Popper, Kuhn e Feyerabend da Stanford Encyclopedia of philosophy e para o site dedicado a Lakatos.
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Feyerabend Contra o Método
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segunda-feira, 3 de março de 2008
Programas das Disciplinas de 2008/01
Publico os programas de aulas das minhas disciplinas deste primeiro semestre de 2008.
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Referências
Filosofia da Ciência
Disponibilizo abaixo a bibliografia básica de minha disciplina. O link está protegido por senha distribuída em sala de aula.
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História da Filosofia Medieval
Disponibilizo no link abaixo os textos da bibliografia básica de minha disciplina de História da Filosofia Medieval. O link está protegido por senha fornecida em sala de aula.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Notícia
Caros
Informo-lhes que não haverá aula dias 29 e 31 de outubro, nem na graduação, nem na pós, em virtude do VII Colóquio de História da Filosofia da Natureza, a ser realizado em Campinas. Pelo mesmo motivo, só publicarei novamente neste blog dia 8 de novembro.
Saudações cordiais,
Márcio
Informo-lhes que não haverá aula dias 29 e 31 de outubro, nem na graduação, nem na pós, em virtude do VII Colóquio de História da Filosofia da Natureza, a ser realizado em Campinas. Pelo mesmo motivo, só publicarei novamente neste blog dia 8 de novembro.
Saudações cordiais,
Márcio
domingo, 7 de outubro de 2007
Pierre Duhem e a História da Ciência
A História da Ciência, tal qual a conhecemos nos departamentos de filosofia no Brasil, foi sistematizada por Pierre Duhem, no final do século XIX e início do século XX. Francês, católico, Duhem lutou contra o conceito de revolução científica, que opõe a ciência laica do século XVII à ciência aristotélico-cristã. Para tanto, defendeu a tese de que a ruptura com os modelos antigos de ciência começou com a condenação de teses aristotélicas pelo bispo de Paris, Etienne Tempier, em 1277.
Entre as teses condenadas, sustenta Duhem, encontravam-se equívocos que impediam o progresso da física. Este era o caso da opinião condenada, segundo a qual Deus não poderia mover o Mundo com movimento retilíneo, deixando um vazio no lugar de origem; também era o caso para a opinião condenada, segundo a qual Deus não poderia criar diversos mundos. As condenações teriam destruído as fundações do sistema físico aristotélico, que não admitia a existência do vazio na natureza e tão pouco admitia que os corpos celestes pudessem se mover com movimento retilíneo; ademais, a possibilidade da pluralidade dos mundos também não era admitida, por ser incompatível com o conceito de lugar natural.
O abandono dos fundamentos da física aristotélica só teria sido possível, segundo Duhem, graças ao apelo à noção de onipotência divina. Assim, ao mesmo tempo em que Tempier forçou o abandono dos fundamentos, abriu o caminho para a investigação de novas leis da natureza. Graças a Tempier, Richard de Middletown (? - 1295) e, depois dele, Nicole Oresme (? - 1382), o monge representado na iluminura abaixo, e Jean Buridan (? - após 1365) em Paris, Thomas Bradwardine (circa 1290-1349) e os "Calculadores do Merton College", em Oxford, argumentaram sobre o vazio, o movimento no vazio e deram um novo rumo à mecânica, lançado as bases da dinâmica.
A tese de Duhem não parece coadunar com a real importância da condenação, que rapidamente caiu em letra morta e que, ademais, só teve efeito no interior do bispado de Paris. Ademais, ela nos coloca diante de um desconforto moral: que o progresso científico e toda a física moderna teriam se originado de um golpe de força contra a liberdade de expressão.
A despeito de sua tese sobre o início da ciência moderna na Paris do século XIII, que hoje recebe pouco apoio da comunidade acadêmica, encontra-se em Duhem um trabalho sistemático das fontes primárias e uma concepção historiográfica que se assenta sob o signo da continuidade histórica, por oposição às idéias de revolução histórica. Entre os historiadores, Duhem deixou de ser o centro das atenções depois dos textos de Thomas Khun, mas entre os historiadores da filosofia, ele é referência pela meticulosidade do trabalho com manuscritos e livros antigos.
Disponibilizo, abaixo, duas obras de Duhem, seus Études sur Leonard de Vinci e Les Origine de la Statique. A fonte digital é da Gallica, pertencente a Bibliothèque Nationale de France. Os textos disponibilizados pela instituição francesa encontram-se com direitos autorais vencidos.
Disponibilizo, abaixo, duas obras de Duhem, seus Études sur Leonard de Vinci e Les Origine de la Statique. A fonte digital é da Gallica, pertencente a Bibliothèque Nationale de France. Os textos disponibilizados pela instituição francesa encontram-se com direitos autorais vencidos.
Duhem. Etudes sur Leonard de Vinci I
Duhem. Etudes sur Leonard de Vinci II
Duhem. Etudes sur Leonard de Vinci III
Duhem. Les origines de la estatique I
Duhem. Les origines de la estatique II
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Fontes de Grego
Disponibilizo, abaixo, links para quatro fontes true type que permitem trabalhar com a língua grega em processadores de texto.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Notícia II - Filosofia Antiga II
Caros alunos,
Lembrem-se:
Lembrem-se:
- Marcamos uma aula de reposição para sexta-feira, dia 21 de setembro, das 7h às 9h
- A entrega do trabalho para a primeira avaliação ocorrerá em sala de aula dia 17 de outubro
Blogs e sites
Ampliei consideravelmente a coluna "visite também". Agora, disponibilizo links institucionais, outros blogs com textos para download, blogs de colegas do Departamento e blogs e sites que tratam da História da Filosofia. Começo por uma série para interessados em História da Filosofia Medieval.
sábado, 15 de setembro de 2007
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Notícia - Filosofia Antiga II
Devido a convocação para reunião de Departamento para discussão do REUNI, não haverá aula de Filosofia Antiga II segunda-feira, dia 17 de setembro, das 9h às 12h.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
IV Colóquio de História da Filosofia da Natureza
Neste ano de 2007, a série de Colóquios de História da Filosofia da Natureza, em sua sétima edição anual consecutiva, dedica-se ao tema substância e matéria, e homenageia o Professor Balthazar Barbosa Filho, que não apenas destacou-se como professor e pensador, mas marcou profundamente o modo pelo qual os membros do Grupo de Pesquisa “Revolução Científica” compreendem o debate e a argumentação em filosofia.
O Colóquio é organizado pelo Grupo de Pesquisa “Revolução Científica dos Séculos XVI e XVII: Origens, Influências e Bases Científicas e Filosóficas”. Certificado pela UNICAMP e credenciado junto ao CNPq, o Grupo existe, em sua versão atual, desde 1997. Para mais informações, viste o blog do VII Colóquio.
O Colóquio é organizado pelo Grupo de Pesquisa “Revolução Científica dos Séculos XVI e XVII: Origens, Influências e Bases Científicas e Filosóficas”. Certificado pela UNICAMP e credenciado junto ao CNPq, o Grupo existe, em sua versão atual, desde 1997. Para mais informações, viste o blog do VII Colóquio.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Espinosa, Leitor de Descartes
Epiciclos
Comentei em sala de aula sobre o uso de epiciclos na astronomia antiga. O site "The Universe of Aristotle and Ptolemy" auxilia na compreensão da força explicativa desse instrumento geométrico.


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segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Porfírio. Isagoge et in Aristotelis categorias commentarium
Caros freqüentadores, a semana passada foi de muito trabalho no encontro de História da Filosofia Medieval em Porto Alegre, motivo pelo qual não encaminhei nenhum post novo. Para iniciar esta nova semana, segue uma referência relevante para a compreensão do aristotelismo medieval, a Isagoge de Porfírio.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Filosofia Antiga II
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Spade. Warp and Woof of Methaphysics
Segue o link para o hand out on-line de V. Spade. Eis a descrição do autor sobre o texto:
This is an updated (and on-line) version of a “handout” — by now a full-fledged “paper” — that I first prepared many years ago for use in some of my classes. It seems to have proved useful over the years, and so I am sharing it with you. I felt the need to prepare such a handout because I came to realize that students — graduate as well as even the best undergraduates — often find a broadly “Aristotelian” approach to metaphysical issues utterly baffling to them, even after they learn to “make the moves.” That is, even after they get to the point of being able to predict with some accuracy what various authors were likely to say on a given issue, they often don’t really see what motivates such views and why anyone would take them seriously. The handout seems to have helped get past this problem and to supply some missing motivation and orientation. Fair warning: A lot of the picture I develop in this paper is painted in very broad strokes. Specialists will find much to cavil over: I skip important qualifications, lump quite disparate things together under a common heading, ignore certain controversial points in the literature, and so on. But the paper is not addressed primarily to specialists (although I hope that even the most hardened scholar can find something useful here). It’s addressed to two kinds of people: (a) those who need to be shown why and how the issues I discuss here are really interesting and even fun, and (b) those who already know that but just want to be reminded why. So, take it or leave it.
This is an updated (and on-line) version of a “handout” — by now a full-fledged “paper” — that I first prepared many years ago for use in some of my classes. It seems to have proved useful over the years, and so I am sharing it with you. I felt the need to prepare such a handout because I came to realize that students — graduate as well as even the best undergraduates — often find a broadly “Aristotelian” approach to metaphysical issues utterly baffling to them, even after they learn to “make the moves.” That is, even after they get to the point of being able to predict with some accuracy what various authors were likely to say on a given issue, they often don’t really see what motivates such views and why anyone would take them seriously. The handout seems to have helped get past this problem and to supply some missing motivation and orientation. Fair warning: A lot of the picture I develop in this paper is painted in very broad strokes. Specialists will find much to cavil over: I skip important qualifications, lump quite disparate things together under a common heading, ignore certain controversial points in the literature, and so on. But the paper is not addressed primarily to specialists (although I hope that even the most hardened scholar can find something useful here). It’s addressed to two kinds of people: (a) those who need to be shown why and how the issues I discuss here are really interesting and even fun, and (b) those who already know that but just want to be reminded why. So, take it or leave it.
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Weisheipl. Aristotelian methodology; A commentary on the Posterior Analytics of Arsitotle
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Links para Espinosa

O texto latino da Ética (Spinosa Opera. Ed. C. Gebhardt. Heidelberg: Ed. Carl Winters , 1925) pode ser encontrado nos seguintes endereços:

O site de Rudolf Meijer permite cotejar o texto latino com a tradução de Elwes, ou com a tradução francesa de Saisse. Cabe ressaltar que os textos lá se encontram em formato html.

Também está disponível on-line o verbete "Spinoza", escrito por Nadler para a Stanford Encyclopedia of Philosophy.
sábado, 18 de agosto de 2007
Poemas sobre Espinosa
Spinoza next, to hide his black design
And to his side th'unwary to incline
For heaven his ensigns treacherous displays;
Declares for God, while that God betrays;
For whom he's pleased such evidence to bring
As save the name, while it subvert the thing.
(Blackmore)
Las traslúcidas manos del judío
Labran en la penumbra los cristales
Y la tarde que muere es miedo y frío
(Las tardes a las tardes son iguales).
Las manos y el espacio de jacinto
Que palidece en el confín del Ghetto
Casi no existen para el hombre quieto
Que está soñando un claro laberinto.
Ni lo turba la fama, ese reflejo
De espejo en el sueño de otro espejo,
Ni el temeroso amor de las doncellas.
Libre de la metáfora y del mito
Labra um arduo cristal: el infinito
Mapa de Aquél que es todas Sus estrellas.
(Borges)
Gosto de ver-te grave e solitário,
Sob o fumo da esquálida candeia,
Nas mãos a ferramenta de operário,
E na cabeça a coruscante idéia.
E enquanto o pensamento delineia
Uma filosofia, o pão diário
A tua mão a labutar granjeia
E achas na independência o teu salário.
Soem cá fora agitações e lutas,
Sibila o bafo aspérrimo do inverno,
Tu trabalhas, tu pensas, e executas
Sóbrio, tranqüilo, desvelado e terno,
A lei comum, e morres, e transmutas
O suado labor em prêmio eterno.
(Machado de Assis)
And to his side th'unwary to incline
For heaven his ensigns treacherous displays;
Declares for God, while that God betrays;
For whom he's pleased such evidence to bring
As save the name, while it subvert the thing.
(Blackmore)
Las traslúcidas manos del judío
Labran en la penumbra los cristales
Y la tarde que muere es miedo y frío
(Las tardes a las tardes son iguales).
Las manos y el espacio de jacinto
Que palidece en el confín del Ghetto
Casi no existen para el hombre quieto
Que está soñando un claro laberinto.
Ni lo turba la fama, ese reflejo
De espejo en el sueño de otro espejo,
Ni el temeroso amor de las doncellas.
Libre de la metáfora y del mito
Labra um arduo cristal: el infinito
Mapa de Aquél que es todas Sus estrellas.
(Borges)
Gosto de ver-te grave e solitário,
Sob o fumo da esquálida candeia,
Nas mãos a ferramenta de operário,
E na cabeça a coruscante idéia.
E enquanto o pensamento delineia
Uma filosofia, o pão diário
A tua mão a labutar granjeia
E achas na independência o teu salário.
Soem cá fora agitações e lutas,
Sibila o bafo aspérrimo do inverno,
Tu trabalhas, tu pensas, e executas
Sóbrio, tranqüilo, desvelado e terno,
A lei comum, e morres, e transmutas
O suado labor em prêmio eterno.
(Machado de Assis)
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Bekker. Aristoteles graece V
Disponibilizo, na seqüência, o texto grego da obra de Aristóteles na conceituada edição de Bekker; epecialmente útil para aqueles que pretendem prosseguir nos estudos de Aristóteles e do grego clássico. Ref: BEKKER, I (ed.). Aristoteles graece. Deutsche Akademie der Wissenschaften zu Berlin Berlin: Berolini, apud G. Reimerum. 1831-1870. v. V.

Bekker. Aristoteles graece IV
Disponibilizo, na seqüência, o texto grego da obra de Aristóteles na conceituada edição de Bekker; epecialmente útil para aqueles que pretendem prosseguir nos estudos de Aristóteles e do grego clássico. Ref: BEKKER, I (ed.). Aristoteles graece. Deutsche Akademie der Wissenschaften zu Berlin Berlin: Berolini, apud G. Reimerum. 1831-1870. v. IV.
Bekker. Aristoteles graece III
Disponibilizo, na seqüência, o texto grego da obra de Aristóteles na conceituada edição de Bekker; epecialmente útil para aqueles que pretendem prosseguir nos estudos de Aristóteles e do grego clássico. Ref: BEKKER, I (ed.). Aristoteles graece. Deutsche Akademie der Wissenschaften zu Berlin Berlin: Berolini, apud G. Reimerum. 1831-1870. v. III.
Bekker. Aristoteles graece II
Disponibilizo, na seqüência, o texto grego da obra de Aristóteles na conceituada edição de Bekker; epecialmente útil para aqueles que pretendem prosseguir nos estudos de Aristóteles e do grego clássico. Ref: BEKKER, I (ed.). Aristoteles graece. Deutsche Akademie der Wissenschaften zu Berlin Berlin: Berolini, apud G. Reimerum. 1831-1870. v. II.

Bekker. Aristoteles graece I
Disponibilizo, na seqüência, o texto grego da obra de Aristóteles na conceituada edição de Bekker; epecialmente útil para aqueles que pretendem prosseguir nos estudos de Aristóteles e do grego clássico. Ref: BEKKER, I (ed.). Aristoteles graece. Deutsche Akademie der Wissenschaften zu Berlin Berlin: Berolini, apud G. Reimerum. 1831-1870. v. I.


quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Wolfson. The Philosophy of Spinoza, vol. I
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Como proceder para a elaboração de um trabalho
Use a fonte Times New Romam 12, em espaço 1,5. Deixe margens largas (uns 3 cm) para correção.
Inicie seu trabalho por uma folha contendo apenas sua identificação e o título do trabalho.
Não ultrapasse o número de páginas recomendado para o trabalho e limite-se a expor o tema proposto. Não faça digressões genéricas nem lance mão da biografia do autor. Não se utilize de informações irrelevantes para o trabalho, ainda que sejam interessantes.
Certifique-se que seu trabalho esteja inteligível. Peça para algum colega ler.
Nunca simplesmente dê sua opinião. O objetivo do trabalho não é descobrir novas verdades, mas mostrar que você é capaz de lidar com argumentos filosóficos e produzir um texto acadêmico.
Não tome nada como pressuposto. Explique tudo.
Não insira termos sem a definição apropriada.
Um argumento pode ser ilustrado por um exemplo, mas um exemplo não é um argumento
Não use metáforas e adjetivos. Um autor nunca é “brilhante” em sua exposição, um argumento não é explicado “claramente” e uma posição nunca é “bem” afirmada. Um autor expõe, um argumento é explicado e algo é afirmado.
Não use gerúndio para se referir ao futuro: ninguém “estará mostrando”, nada “vai estar sendo visto”. Alguém mostrará e algo será visto. Da mesma forma, não use o auxiliar “ir” para formar o futuro: ninguém “vai mostrar”, nada “vai aparecer”, mas alguém mostrará e algo aparecerá.
Tome cuidado com a oralidade. Nada “dá” para ser feito, “a gente” não faz nada, mas é possível que algo seja feito e nós fazemos algo.
Cuidado com os anacronismos, ou seja, o uso de termos ou de noções que não estavam presentes no momento histórico do autor estudado. Assim, não há consciência em Agostinho nem luta de classes em Platão.
Preste atenção na ortografia e nas concordâncias. Os computadores atuais fazem esse trabalho, pelo menos quanto aos erros mais grosseiros, o que torna alguns erros inaceitáveis. Convém ressaltar, no entanto, que os corretores gramaticais cometem muitos erros e alertam para um suposto máximo de linhas que um parágrafo deve ter. Ignore. Os parágrafos têm autonomia e seu tamanho é determinado pela idéia que expressam.
Um bom trabalho tem uma introdução e uma conclusão. A introdução expõe os termos que serão empregados e os principais argumentos que serão desenvolvidos. A conclusão deve mostrar o motivo pelo qual esses argumentos são sólidos (ou não) e se são (ou não).
Ao copiar partes de livros ou artigos, use aspas e certifique-se que a correta referência foi fornecida. Esta cópia, por sua vez, tem de ter uma finalidade específica no trabalho e não deve constituir o trabalho em si. O não uso de aspas acarreta em plágio.
Notas de rodapé não são opcionais, mas uma ferramenta indispensável de um trabalho acadêmico. Os rodapés podem conter as referências aos autores citados ou citações, cuja função é fortalecer um argumento já elencado no corpo do texto. Os rodapés também podem ser utilizados para a explicação dos termos empregados no trabalho.
A bibliografia também não é opcional. Ela deve vir no final do trabalho, em ordem alfabética, e pode ser dividida em “fontes primárias” e “fontes secundárias”, a primeira contendo apenas referência dos autores (filósofos) e a segunda dos comentadores.
Inicie seu trabalho por uma folha contendo apenas sua identificação e o título do trabalho.
Não ultrapasse o número de páginas recomendado para o trabalho e limite-se a expor o tema proposto. Não faça digressões genéricas nem lance mão da biografia do autor. Não se utilize de informações irrelevantes para o trabalho, ainda que sejam interessantes.
Certifique-se que seu trabalho esteja inteligível. Peça para algum colega ler.
Nunca simplesmente dê sua opinião. O objetivo do trabalho não é descobrir novas verdades, mas mostrar que você é capaz de lidar com argumentos filosóficos e produzir um texto acadêmico.
Não tome nada como pressuposto. Explique tudo.
Não insira termos sem a definição apropriada.
Um argumento pode ser ilustrado por um exemplo, mas um exemplo não é um argumento
Não use metáforas e adjetivos. Um autor nunca é “brilhante” em sua exposição, um argumento não é explicado “claramente” e uma posição nunca é “bem” afirmada. Um autor expõe, um argumento é explicado e algo é afirmado.
Não use gerúndio para se referir ao futuro: ninguém “estará mostrando”, nada “vai estar sendo visto”. Alguém mostrará e algo será visto. Da mesma forma, não use o auxiliar “ir” para formar o futuro: ninguém “vai mostrar”, nada “vai aparecer”, mas alguém mostrará e algo aparecerá.
Tome cuidado com a oralidade. Nada “dá” para ser feito, “a gente” não faz nada, mas é possível que algo seja feito e nós fazemos algo.
Cuidado com os anacronismos, ou seja, o uso de termos ou de noções que não estavam presentes no momento histórico do autor estudado. Assim, não há consciência em Agostinho nem luta de classes em Platão.
Preste atenção na ortografia e nas concordâncias. Os computadores atuais fazem esse trabalho, pelo menos quanto aos erros mais grosseiros, o que torna alguns erros inaceitáveis. Convém ressaltar, no entanto, que os corretores gramaticais cometem muitos erros e alertam para um suposto máximo de linhas que um parágrafo deve ter. Ignore. Os parágrafos têm autonomia e seu tamanho é determinado pela idéia que expressam.
Um bom trabalho tem uma introdução e uma conclusão. A introdução expõe os termos que serão empregados e os principais argumentos que serão desenvolvidos. A conclusão deve mostrar o motivo pelo qual esses argumentos são sólidos (ou não) e se são (ou não).
Ao copiar partes de livros ou artigos, use aspas e certifique-se que a correta referência foi fornecida. Esta cópia, por sua vez, tem de ter uma finalidade específica no trabalho e não deve constituir o trabalho em si. O não uso de aspas acarreta em plágio.
Notas de rodapé não são opcionais, mas uma ferramenta indispensável de um trabalho acadêmico. Os rodapés podem conter as referências aos autores citados ou citações, cuja função é fortalecer um argumento já elencado no corpo do texto. Os rodapés também podem ser utilizados para a explicação dos termos empregados no trabalho.
A bibliografia também não é opcional. Ela deve vir no final do trabalho, em ordem alfabética, e pode ser dividida em “fontes primárias” e “fontes secundárias”, a primeira contendo apenas referência dos autores (filósofos) e a segunda dos comentadores.
Normas Bibliográficas
Publico abaixo as normas bibliográficas e de citação, necessárias para a realização do trabalho que servirá como avaliação da disciplina de História da Filosofia Antiga II e do curso sobre Espinosa, do Mestrado.
1 LIVRO
1.1 Livro no todo
Com 1 autor:
AUTOR. Título do livro: subtítulo. Edição [x. ed.]. Local: Editora, data.
Com 2 autores:
AUTOR; AUTOR Título do livro: subtítulo. Edição [x. ed.]. Local: Editora, data.
Com 3 autores:
Igual ao anterior
Com + de 3 autores:
Igual ao anterior ou (e preferencialmente) coloca-se “et al.” após primeiro nome.
1.2 Capítulo de livro
Autor do capítulo diferente do autor do livro
AUTOR(es) DO CAPÍTULO. Título do capítulo. In: AUTOR(es) DO LIVRO. Título do livro. Edição [x. ed.]. Local: Editora, data. Numero do capítulo [cap. x], páginas (final e inicial) do capítulo [p. xx-xxx].
2 TESE, DISSERTAÇÃO, MONOGRAFIA
2.1 Tese
AUTOR Título da tese. Data. no. de folhas [xxxf.]. Tese (Doutorado em xxxxxxxxxx) - Departamento, Universidade, Local.
2.2 Dissertação
AUTOR Título da dissertação. Data. no. de folhas [xxxf.]. Dissertação (Mestrado em xxxxxxxx) - Departamento, Universidade, Local.
2.3 Monografia
AUTOR Título da monografia. Data. no. de folhas [xxxf.]. Monografia (Conclusão de Curso) - Departamento, Universidade, Local.
3 PUBLICAÇÃO PERIÓDICA
3.1 Periódico no todo
NOME DO PERIÓDICO. Local da publicação: Editora, v. XX, n. XX, Mês. Ano.
3.2 Artigo de periódico [Os títulos dos periódicos podem ser colocados por extenso ou abreviados de acordo com padrão previamente indicado no texto]
AUTOR. Título do artigo. Nome do periódico, Local de publicação: Editora, v.xx, n.xx, p.xxx-xx, ano.
[Quando se tratar de períódico amplamente conhecido, não é necessário informar local de publicação e editora]
3.3 Número especial de periódico
NOME DO PERIÓDICO. Local da publicação: Editora, v.xx, n.xx, Mês. Ano. número de páginas [xx p.]. Edição especial.
3.4 Suplemento
AUTOR(es). Título do suplemento. Nome do periódico, Local: editora, v.xx, n.x, p.xx-xx, mês. Ano. Suplemento.
3.5 Volume com partes
AUTOR(es). Título do artigo. Nome do periódico, Local: editora, v.xx, parte do periódico [pt. x], p.xx-xx, mês. Ano.
3.6 Sem volume
AUTOR(es). Título do artigo. Nome do periódico, Local: editora, n.xx, p.xx-xx, mês. Ano.
3.7 Sem autoria definida
NOME do artigo (primeira palavra em caixa lata). Nome do periódico, Local: editora, v. xx, n. xx, p.xx-xx, mês. Ano.
3.8 Artigo de jornal diário
AUTOR. Título do artigo. Nome do jornal, Local, dia mês ano. Caderno, p.xx.
4 DICIONÁRIOS E ENCICLOPÉDIAS
NOME do dicionário (primeira palavra em caixa alta). Cidade: Editora, ano. xxx p.
AUTOR. Título da enciclopédia. Local: Editora, ano. Número de volumes [X v.].
5 PUBLICAÇÕES EM MEIO ELETRÔNICO
5.1 Livro
AUTOR. Título do livro. Edição [x ed.], Cidade: Editora, ano. Disponível em:. Acesso em: dia mês ano.
5.2 Publicação Periódica
TÍTULO DA PUBLICAÇÃO. Cidade: Editora, ano -. Disponível em: Acesso em: dia mês ano.
5.3 Artigo de Periódico
AUTOR. Título da artigo. Título do periódico, Edição [x ed.], Cidade: Editora, v. xx, n. xx, ano. Disponível em:. Acesso em: dia mês ano.
COMO CITAR
No interior do texto
Um texto com menos de 3 linhas é reproduzido entre aspas.
Xxxxxxxx xxxx xx xxxxxxx x xxxx xxxx x xxx: “Se o mundo é eterno [...] o número de seres gerados, de homens, de plantas ou de outros indivíduos de quaisquer espécies será infinito”1. Xxxx xxxxxx xxxxxxxx x xxxx...
________________
1. PHILOPONUS. De Aeternitate Mundi contra Proclum, p. 9, II. 4-18. Apud WOLFSON, op. cit., p. 413
Um texto com mais de três linhas deve ser recuado um centímetro da margem do texto normal. Assim, se a margem do trabalho for 3 cm, a citação deve ter 4 cm. O texto citado pode, ou não, ter a fonte diminuída em um ponto.
Xxxxxxx x x xxxxxxxx x xxxxxxxxxx x x x x x xxxxxxxxxxxxxxxxx xxxx xxxxx xxx xxxxx xxxxx x:
Se o mundo é eterno, segue-se necessariamente que neste mundo, desde o início até o presente momento, o número de seres gerados, de homens, de plantas ou de outros indivíduos de quaisquer espécies será infinito. Pois se se supõe um número finito de homens gerados, plantas ou qualquer outro indivíduo, então cada um deles terá sua existência em um tempo finito [e, portanto, gerado], e todo o tempo terá de ser finito [e, portanto, gerado], uma vez que aquilo que consiste de finitos é finito. Se, no entanto, o mundo for ingerado e o tempo for infinito, segue-se necessariamente que os indivíduos gerados no infinito são de fato infinitos em número.2
______________
2. PHILOPONUS. De Aeternitate Mundi contra Proclum, p. 9, II. 4-18. Citado por WOLFSON, op. cit., p. 413.
1 LIVRO
1.1 Livro no todo
Com 1 autor:
AUTOR. Título do livro: subtítulo. Edição [x. ed.]. Local: Editora, data.
Com 2 autores:
AUTOR; AUTOR Título do livro: subtítulo. Edição [x. ed.]. Local: Editora, data.
Com 3 autores:
Igual ao anterior
Com + de 3 autores:
Igual ao anterior ou (e preferencialmente) coloca-se “et al.” após primeiro nome.
1.2 Capítulo de livro
Autor do capítulo diferente do autor do livro
AUTOR(es) DO CAPÍTULO. Título do capítulo. In: AUTOR(es) DO LIVRO. Título do livro. Edição [x. ed.]. Local: Editora, data. Numero do capítulo [cap. x], páginas (final e inicial) do capítulo [p. xx-xxx].
2 TESE, DISSERTAÇÃO, MONOGRAFIA
2.1 Tese
AUTOR Título da tese. Data. no. de folhas [xxxf.]. Tese (Doutorado em xxxxxxxxxx) - Departamento, Universidade, Local.
2.2 Dissertação
AUTOR Título da dissertação. Data. no. de folhas [xxxf.]. Dissertação (Mestrado em xxxxxxxx) - Departamento, Universidade, Local.
2.3 Monografia
AUTOR Título da monografia. Data. no. de folhas [xxxf.]. Monografia (Conclusão de Curso) - Departamento, Universidade, Local.
3 PUBLICAÇÃO PERIÓDICA
3.1 Periódico no todo
NOME DO PERIÓDICO. Local da publicação: Editora, v. XX, n. XX, Mês. Ano.
3.2 Artigo de periódico [Os títulos dos periódicos podem ser colocados por extenso ou abreviados de acordo com padrão previamente indicado no texto]
AUTOR. Título do artigo. Nome do periódico, Local de publicação: Editora, v.xx, n.xx, p.xxx-xx, ano.
[Quando se tratar de períódico amplamente conhecido, não é necessário informar local de publicação e editora]
3.3 Número especial de periódico
NOME DO PERIÓDICO. Local da publicação: Editora, v.xx, n.xx, Mês. Ano. número de páginas [xx p.]. Edição especial.
3.4 Suplemento
AUTOR(es). Título do suplemento. Nome do periódico, Local: editora, v.xx, n.x, p.xx-xx, mês. Ano. Suplemento.
3.5 Volume com partes
AUTOR(es). Título do artigo. Nome do periódico, Local: editora, v.xx, parte do periódico [pt. x], p.xx-xx, mês. Ano.
3.6 Sem volume
AUTOR(es). Título do artigo. Nome do periódico, Local: editora, n.xx, p.xx-xx, mês. Ano.
3.7 Sem autoria definida
NOME do artigo (primeira palavra em caixa lata). Nome do periódico, Local: editora, v. xx, n. xx, p.xx-xx, mês. Ano.
3.8 Artigo de jornal diário
AUTOR. Título do artigo. Nome do jornal, Local, dia mês ano. Caderno, p.xx.
4 DICIONÁRIOS E ENCICLOPÉDIAS
NOME do dicionário (primeira palavra em caixa alta). Cidade: Editora, ano. xxx p.
AUTOR. Título da enciclopédia. Local: Editora, ano. Número de volumes [X v.].
5 PUBLICAÇÕES EM MEIO ELETRÔNICO
5.1 Livro
AUTOR. Título do livro. Edição [x ed.], Cidade: Editora, ano. Disponível em:
5.2 Publicação Periódica
TÍTULO DA PUBLICAÇÃO. Cidade: Editora, ano -. Disponível em:
5.3 Artigo de Periódico
AUTOR. Título da artigo. Título do periódico, Edição [x ed.], Cidade: Editora, v. xx, n. xx, ano. Disponível em:
COMO CITAR
No interior do texto
Um texto com menos de 3 linhas é reproduzido entre aspas.
Xxxxxxxx xxxx xx xxxxxxx x xxxx xxxx x xxx: “Se o mundo é eterno [...] o número de seres gerados, de homens, de plantas ou de outros indivíduos de quaisquer espécies será infinito”1. Xxxx xxxxxx xxxxxxxx x xxxx...
________________
1. PHILOPONUS. De Aeternitate Mundi contra Proclum, p. 9, II. 4-18. Apud WOLFSON, op. cit., p. 413
Um texto com mais de três linhas deve ser recuado um centímetro da margem do texto normal. Assim, se a margem do trabalho for 3 cm, a citação deve ter 4 cm. O texto citado pode, ou não, ter a fonte diminuída em um ponto.
Xxxxxxx x x xxxxxxxx x xxxxxxxxxx x x x x x xxxxxxxxxxxxxxxxx xxxx xxxxx xxx xxxxx xxxxx x:
Se o mundo é eterno, segue-se necessariamente que neste mundo, desde o início até o presente momento, o número de seres gerados, de homens, de plantas ou de outros indivíduos de quaisquer espécies será infinito. Pois se se supõe um número finito de homens gerados, plantas ou qualquer outro indivíduo, então cada um deles terá sua existência em um tempo finito [e, portanto, gerado], e todo o tempo terá de ser finito [e, portanto, gerado], uma vez que aquilo que consiste de finitos é finito. Se, no entanto, o mundo for ingerado e o tempo for infinito, segue-se necessariamente que os indivíduos gerados no infinito são de fato infinitos em número.2
______________
2. PHILOPONUS. De Aeternitate Mundi contra Proclum, p. 9, II. 4-18. Citado por WOLFSON, op. cit., p. 413.
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